segunda-feira, 21 de maio de 2012

Email de esclarecimento aos colegas professores


Prezados (as) Colegas,

Reiteramos que, desde a aprovação da deflagração de nossa greve, votada em Assembleia docente no dia 16 de maio, estamos em discussões permanentes no Campus São Borja. Nos dias 17 e 18 de maio, realizamos reuniões com a direção do campus, para notificar nosso movimento e com discentes para reafirmar as bases de nossas pautas.

Ainda na sexta-feira, fizemos reunião aberta com o presidente do Sindicato dos docentes da Unipampa -  SESUNIPAMPA, Helvio Rech, onde discutimos o panorama da greve na Universidade.

Desde a votação pelo indicativo de greve, antes, portanto, do processo de deflagração, foi organizada uma comissão de mobilização. Este grupo transformou-se, a partir da greve, no atual Comando de greve, com a anuência dos docentes em assembleia e é composto pelos seguintes colegas: Jaina Pedersen, Tiago Martinelli, Marcelo Rocha, Marcela Guimarães, Juliana Salbego, César Beras, Eliana Cogoy, Edson Paniágua, Fernando Santor e Ronaldo Colvero e Merli Leal.

Neste sentido, salientamos a importância da presença de todos os docentes na mobilização do campus, tanto pela questão da força do coletivo, quanto pelo registro de nossa efetividade.
Atentem para a agenda de atividades da semana no intuito de que todos participem. É importante ressaltar que a agenda vem sendo construída diariamente e que a colaboração de todos os colegas é de grande valia.

Atenciosamente,

Comando Local de Greve

[Vídeo] Em São Borja, os docentes da Universidade Federal do Pampa também aderiram a greve

Reportagem publicada na RBS sobre o movimento grevista na Unipampa de São Borja

http://globotv.globo.com/rbs-rs/rbs-noticias/v/em-sao-borja-os-docentes-da-universidade-federal-do-pampa-tambem-aderiram-a-greve/1953919/

CARTA À COMUNIDADE DE SÃO BORJA


Professores da Unipampa São Borja em assembleia no campus, sentados em círculo numa das salas de aula
Professores da Unipampa São Borja em assembleia
Os docentes da Universidade Federal do Pampa, UNIPAMPA, campus São Borja, comunicam à comunidade que, a partir de Assembleia Geral do dia 16 de maio do corrente ano, decidiram por uma maioria de votos, aderirem à greve nacional do Sindicato da Associação Nacional dos Docentes de Ensino Superior, ANDES, deflagrada nacionalmente no dia 17 de maio.

Esta greve é resultado do descaso do Governo Federal para com o ensino público superior que, a despeito do processo de expansão (com a criação de novas universidades e, entre elas, a UNIPAMPA), não atende às demandas estruturais que visam a consolidar as nossas instituições de ensino.

O Sindicato, Associação Nacional dos Docentes de Ensino Superior, ANDES, em seu 30º Congresso, realizado nos dias 25 e 26 de maio de 2011, aprovou uma pauta de reivindicações que foi entregue ao Governo Federal, centrada nos seguintes eixos: 1º) Universidade Publica e o Trabalho Docente (demandas gerais); 2º) Autonomia, Financiamento e Vagas Docentes; 3º) Democratização das Instituições e das Relações de Trabalho; 4º) Condições de Trabalho. Capacitação e Seguridade; 5º) Carreira Única; 6º) Política Salarial; 7º) Proposta Salarial.

Professores da Unipampa São Borja em assembleia
Esta pauta de reivindicações encaminhada ao Governo Federal permaneceu engavetada até recentemente. No dia 17 de maio último, dia em que foi deflagrada a greve nacionalmente, o Governo Federal lançou Medida Provisória (MP) que integrou as Gratificações de Ensino no Magistério Superior (GEMAS) ao vencimento básico e a reposição de 4% retroativo a março deste ano, mas que ainda espera aprovação do Congresso Nacional. Estas medidas são insuficientes, haja vista que as perdas na estrutura remuneratória dos últimos onze anos, decorrentes da inflação, chegam a 40% e, além disso, não atendem às demandas que visavam a reestruturar o plano de carreira dos professores e estabelecer melhores de condições de trabalho.

Professores e alunos da Unipampa São Borja em assembleiaEsta pauta de reivindicação nacional e as demandas locais vêm sendo discutidas desde março de 2011, na Universidade Federal do Pampa, campus São Borja, juntamente com os Técnicos Administrativos e discentes. A greve foi deflagrada com apoio de toda a comunidade acadêmica, refletindo maturidade e responsabilidade, na medida em que, em Assembleia conjunta, foram definidas algumas essencialidades, quais sejam: serviços como concursos públicos, reconhecimentos de cursos, a manutenção das bolsas dos discentes e de estágios remunerados estão sendo, com efeito, atendidos.

Nesse sentido, conclamamos a comunidade de São Borja a somar-se a esta luta que é de todos. Eles até “podem matar as flores, mas jamais matarão a primavera”. A primavera do povo brasileiro é a de justiça social e de uma educação pública, de qualidade e gratuita para todos.


COMANDO DE GREVE DA UNIPAMPA DE SÃO BORJA

São Borja, 21 de maio de 2012.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

DOCENTES DO CAMPUS SÃO BORJA DECIDEM ENTRAR EM GREVE A PARTIR DO DIA 17/05

Professores da Unipampa reunidos em assembleia no campus São Borja
Professores da Unipampa reunidos em assembleia no campus São BorjaProfessores da Unipampa reunidos em assembleia no campus São Borja
Os professores da Unipampa, campus São Borja, decidiram, em assembleia realizada no final da tarde desta quarta, aderir à greve geral dos docentes das instituições federais, mobilizada nacionalmente pelo sindicato dos professores.

Houve participação recorde dos docentes, dos 32 presentes foram 29 votos a favor da greve, duas abstenções e um voto contrário. A reunião contou também com a participação de vários representantes discentes, de todos os cursos.

Sendo assim, a partir do dia 17/05 os docentes estarão em sistema de greve e já na parte da manhã haverá reuniões de mobilização regional e definição das pautas para o período de paralisação.
Professores da Unipampa reunidos em assembleia no campus São Borja

ATA DA ASSEMBLEIA DE DOCENTES DA UNIPAMPA CAMPUS SÃO BORJA

No dia dezesseis de maio de dois mil e doze reuniram-se em assembleia, às dezessete horas, na Unipampa – Campus São Borja, o número de trinta e dois professores para reflexão e votação acerca da adesão, ou não, à deflagração da greve. Às dezoito horas e trinta e cinco minutos, após extensa reflexão, votou-se, tendo o seguinte resultado: vinte e nove votos a favor, um voto contra e duas abstenções, tendo sido, assim, decidido pela adesão à greve a partir da zero hora do dia dezessete de maio. Após a votação definiu-se que o atual comando de mobilização transformou-se em comando de greve, composto pelos seguintes docentes: Cesar Beras, Marcelo Rocha, Juliana Salbego, Fernando Santor, Marcela Guilmarães, Tiago Matinelli, Ronaldo Colvero, Merli Leal e Jaina Pedersen. Definiu-se também uma agenda de trabalho para o dia dezessete de maio, primeiro dia da greve.

Desenho simbolizando vários professores reunidos segurando uma faixa em que está escrito: "Greve! Para tudo Unipampa!"

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Imagens da paralisação envolvendo docentes, técnicos administrativos e discentes

Fotos de Alex Lopes

ANDES-SN orienta sobre a greve em estágio probatório

Servidores em estágio probatório não podem ser punidos por participarem de greves. Essa foi a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) ao julgar diversos mandados de injunções e que serviu de base para um parecer da Assessoria Jurídica Nacional do ANDES-SN enviado nesta terça-feira (7) para todas as seções sindicais.

“Os tribunais já pacificaram o entendimento de que é permitido ao servidor em estágio probatório aderir à greve”, afirmou o advogado Rodrigo Peres Torelly, do escritório de advocacia que atende o ANDES-SN.

Torelly esclarece que não há previsão legal para a punição de servidores federais docentes em estágios probatórios no que diz respeito a sua participação em movimento grevista, assim como não pode haver a sua exoneração sem a instauração de processo administrativo disciplina, onde deverá ser assegurada ampla defesa.

De acordo com o parecer, os professores substitutos e visitantes também não podem ser punidos por participar de movimentos grevistas, já que não há previsão de punição para esse tipo de atividade. “Como o administrador público só pode fazer o que estiver previsto em lei, a demissão só poderia ocorrer se fosse instaurada uma sindicância contra esses substitutos e visitantes”, explicou Torelly.

“Num momento em que os docentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Ifes) estão discutindo em assembléias gerais o indicativo de greve nacional para o dia 17 de maio, os da Universidade Estadual do Piauí (Uespi) se preparam para paralisar suas atividades a partir do dia 15 e os da Universidade Estadual do Rio Grande do Norte (Uern) deflagraram o movimento grevista, é bom relembrar que a greve pode ser feita por quem está em estágio probatório, pois os governantes poderão tentar pressionar os recém-contratados”, afirmou o 1º vice-presidente do ANDES-SN, Luiz Henrique Schuch.

Fonte: ANDES-SN

Docentes votam a favor do indicativo de greve

Reunidos em assembleia geral, os docentes do Campus São Borja acabaram de votar a favor do indicativo de greve - greve prevista, pelo ANDES, para o dia 17 de maio.

Em relação à paralisão dos técnicos administrativos do dia de amanhã, os docentes optaram por segui-la apoiando. E, de imediato, convidam os alunos do Campus a participar das reflexões e das atividades previstas para esse dia.

A assembleia ainda definiu os nomes constitutivos da Coordenação de Mobilização dos Docentes: professores Cesar Beras, Eliana Cogoy, Fernando Santor, Juliana Salbego, Mara Ribeiro, Marcela Silva, Marcelo Rocha, Ronaldo Colvero e Tiago Martinelli.

Docentes aderem à paralisação dos Técnicos Administrativos!

Ao entenderem que muitas das pautas de revindicações dos técnicos administrativos são comuns a todos os servidores e alunos das universidades federais, os docentes do Campus São Borja aderem à paralisação do dia de hoje.
Após as manifestações iniciais, os docentes se reúnem nesse momento em assembleia, objetivando discutir o indicativo de greve para o dia 17 do corrente mês.