Blog dos professores da Unipampa de São Borja, criado para expor suas manifestações, ideias e explicações em prol das necessárias melhorias, condições e investimentos para a educação brasileira.
sexta-feira, 6 de junho de 2014
A adesão ao indicativo de greve nacional
Os docentes do Campus São Borja (UNIPAMPA) reunidos em assembleia geral neste campus, no dia 03/06/14, cumprindo o calendário proposto pelo ANDES/SN, informam que:
Em virtude da atual postura do governo federal de não receber a direção do ANDES/SN para dar prosseguimento à discussão envolvendo o plano de carreira e às precárias condições de trabalho, em virtude da falta de condições e constante precarização das IFES em todo o país, decidem:
- Por aderir ao indicativo de greve proposto nacionalmente, pois entendem que essa é uma forma de pressão por uma modificação do atual quadro recém-relatado.
Por fim, os docentes esclarecem que a adesão a um indicativo de greve não se confunde com uma deflagração de greve. O primeiro caso apenas sinaliza que esse grupo de docentes se insere num processo de luta que pode vir a resultar numa greve futura. Importa ressaltar ainda que as decisões tomadas sempre serão coletivas e com ampla participação da comunidade acadêmica.
quinta-feira, 11 de julho de 2013
PARALISAÇÃO NACIONAL POR SERVIÇOS PÚBLICOS GRATUITOS E DE QUALIDADE
No dia 11 de julho a sociedade brasileira resolveu realizar uma paralisação nacional com o intuito de consolidar o amplo movimento de protestos que ocorreram durante a Copa das Confederações. A ideia da paralisação é a de congregar todas as bandeiras e mostrar para os governos que a sociedade civil pode e deve mudar as condições de vida de nossa gente.
Nós, professores federais do Brasil e da UNIPAMPA, nos sentimos no dever moral de paralisarmos, para juntos com a sociedade sãoborjense e a comunidade acadêmica expressarmos nossa pauta de lutas: A busca de um plano de carreira digno (não a farsa aprovada pelo governo) e melhores condições locais de trabalho.
Neste sentido, conclamamos a comunidade acadêmica a comparecer na praça da matriz às 9h na esquina dos bancos e às 14h30 na assembleia docente dos professores de São Borja no saguão de entrada do campus universitário.
Salientamos que as aulas interrompidas serão devidamente repostas e convocamos a comunidade estudantil a paralisar também. A luta por uma educação de qualidade para todos é nossa!!!
Professores Unipampa, campus São Borja
sábado, 29 de setembro de 2012
Carta à Comunidade Discente
Comando
Geral da UNIPAMPA
Prezado
discente,
Na última reunião do Comando Geral de Greve da UNIPAMPA,
resolvemos produzir um último documento dirigido especificamente aos
estudantes; isso com duas finalidades: a) agradecer o apoio e b) afirmar um
processo de recuperação de aulas digno e qualificado.
Nossa greve (iniciada em 17 de maio e terminada em 24 de
setembro) teve a duração de 130 dias e envolveu 58 instituições de ensino
superior federal, sendo a maior e mais forte da história dos docentes
brasileiros.
A pauta nacional protocolada envolvia duas reivindicações
centrais: a) a reestruturação do plano de carreira da categoria e b) a melhoria
das condições de trabalho. No primeiro item, queríamos (e queremos), sobretudo,
uma carreira única, com critérios de progressão nítidos e faixas salariais
adequadas. Em relação às condições de trabalho, buscávamos (e buscamos) criar
um patamar de qualidade que não existe atualmente: bibliotecas e espaços de
ensino, pesquisa e extensão adequados, equipamentos de ponta, prédios decentes,
laboratórios necessários etc.
O estopim de nosso movimento paredista foi o não cumprimento
do acordo realizado um ano antes, que tratava de uma reposição das perdas
inflacionários de 4%, da incorporação da GEMAs ao vencimento básico e da
criação de um grupo para discutir e formalizar uma proposta de plano de
carreira para a categoria. Uma vez iniciado o movimento, enfrentamos não um
processo tranquilo de negociação e interlocução com o governo, mas, ao contrário,
a intensificação do despeito deste com os docentes. Sobre isso, observemos a
sequência de fatos:
a) o governo lançou uma medida provisória, concedendo os já
referidos 4% e incorporação da GEMAs (mas silenciando sobre o plano de
carreira), três dias antes do início do movimento, numa nítida tentativa de
desmobilizar a categoria;
b) chamou o movimento, sem proposta alguma, apenas para pedir
uma trégua de 20 dias. Ou seja, os docentes voltariam à sala de aula e o
governo apresentaria uma proposta ideal (se assim fosse o funcionamento, greves
sequer existiriam);
c) buscou, constantemente, desconstruir a legitimidade de
nosso movimento através da mídia, alimentando diariamente informações que mais
desinformavam do que construíam o diálogo, e nutrindo a expectativa de que as
aulas voltariam imediatamente, numa tentativa
de
isolar a categoria do conjunto da sociedade. Além disso, semeava o terror via a
possibilidade do corte de ponto, numa tentativa de fragmentar a própria
categoria;
d) demorou 57 dias para, pela primeira vez, após um ano e
meio, apresentar uma proposta para o movimento paredista. Uma proposta sem
conceito algum, constituída somente de tabelas numéricas, reduzindo a discussão
toda a uma questão meramente salarial. Além disso, enquanto as tabelas nos eram
apresentadas, ministros diziam à Rede Globo que estavam concedendo 45% de
aumento aos docentes. Uma ilusão desmentida mais tarde;
e) por fim, interrompeu unilateralmente a negociação com o
Sindicato Nacional (ANDES-SN) e assinou uma proposta com o Pró-Ifes (entidade
que representa, no máximo, 5% da categoria), o que caracterizou uma atitude
antissindical histórica no país.
Esses fatos caracterizaram um governo federal intransigente e
não preocupado com a educação no país. No orçamento do ano passado, foi
destinado 3% para a educação e 4% para a saúde; em compensação, o governo será
responsável por 98,5% do investimento destinado à Copa do Mundo de 2014.
Atualmente, paga 2 bilhões de juros, por dia, para a dívida pública interna.
Sem falar dos recursos para salvar bancos e etc. Ou seja, temos um paradoxo:
para investimentos privados há recursos e para a educação pública e gratuita
não.
É fato que, a considerar nossa pauta protocolada, não
alcançamos o que queríamos: um plano de carreira e melhores condições de
trabalho. Quanto a isso, a história, certamente, não absolverá o governo. A
sociedade percebeu que se trata de um governo autoritário, inflexível e não
comprometido com os direitos sociais, pois ignora um dos pilares básicos desse
processo, a educação pública e gratuita. Entretanto, nosso movimento não foi em
vão: a apresentação de uma proposta (ainda que insuficiente) ocorreu pela
existência do movimento; o mesmo vale para os 4% de recuperação de perdas
inflacionárias. Fortalecemos o movimento de base, a partir das assembleias e
das mobilizações em todo o território nacional; fortalecemos nossa entidade
maior, o ANDES-SN, e conseguimos o apoio da sociedade e dos alunos; esses
últimos, em apoio, decretaram greve, constituíram um comando nacional e em todo
o país construíram uma agenda de apoio ao movimento.
A participação da UNIPAMPA foi altamente positiva.
Participamos de nossa primeira greve, conseguindo parar, na maior parte do
tempo, todos os 10 campi. Discutimos intensamente com os alunos, explicando que
não buscávamos, em momento algum, prejudica-los, mas apenas reivindicar
direitos, e que, ao final, recuperaríamos, com qualidade, o conteúdo não
administrado. Isso, em geral, foi entendido. Houve marchas dos alunos,
caminhadas, idas a Brasília, acampamentos nos campi, protestos e apoios nas
redes sociais.
Outro ponto fundamental foi o da construção da pauta local:
incluímos na pauta dos docentes, prioritariamente, dois pontos importantes para
a comunidade discente: a moradia estudantil e os RU’s, por entendermos que
alunos foram mandados para lugares sem as condições necessárias para
recebê-los. Quando protocolamos nossa pauta no CNG-ANDES-SN, lá estavam esses
dois pontos, assim como na pauta protocolada na Reitoria no último dia 24. Além
disso, quando da negociação das essencialidades, um ponto solicitado pelos
alunos e imediatamente contemplado por nós, docentes, foi o do pagamento das
bolsas, o que continuou ocorrendo durante toda a greve.
Assim, ao final de nosso movimento paredista, queremos agradecer,
profundamente, por todo o apoio dado e reafirmar nosso compromisso com um
processo de recuperação de aulas que não onere nem o aluno e nem o professor
(compromisso já pactuado com a Reitoria), garantindo assim um ensino de
qualidade.
Outras lutas virão, pois é lutando que se muda a realidade.
Obrigado.
sexta-feira, 31 de agosto de 2012
sábado, 4 de agosto de 2012
sexta-feira, 3 de agosto de 2012
Governo dá golpe político em toda a classe de professores federais
Pós-reunião do dia 01/08/2012 entre sindicato dos docentes e o Ministério do Planejamento
Nota do Comando Geral de Greve da UNIPAMPA – Avaliação dos rumos do movimento paredista
Nota
do Comando Geral de Greve da UNIPAMPA – Avaliação dos rumos do movimento
paredista
No dia 2 de agosto, em reunião
realizada em Bagé e considerando a necessidade de esclarecer aos colegas
docentes da UNIPAMPA sobre a reunião no dia 1º de agosto, em que o governo
anuncia acordo com o ProIfes, esclarecemos:
Não há nova proposta para os
docentes. Ao contrário, há um golpe e ameaças vazias ao movimento
paredista. O governo anunciou que fechou acordo com o ProIfes, no entanto, tal
entidade é o governo. Não existe na vida diária da maioria absoluta dos
docentes. Parte significativa dos docentes que eram filiados a esta entidade
fantoche abandonaram-na, pois foram contrários a oferta do governo, que se
trata de mera compensação inflacionária para alguns níveis, sendo que para a
maioria a proposta é de perda salarial. Surpreende-nos a manobra midiática de
um governo que foi eleito com a proposta de valorização da carreira docente, no
entanto, não oferece nada em termos de construção de um plano de carreira,
desconsidera as demandas de reajuste real e tampouco respeita as garantias de
manutenção da qualidade no ensino superior.
A greve continua. Voltar
agora significaria a aceitação de perdas salariais e a adoção de um plano de
carreira que precariza a condição docente.
A justificativa de que 4 bilhões
de Reais é o teto é falaciosa. O governo anuncia o impacto de 4 bilhões no
orçamento, em 3 anos, mas não se importa em gastar valor infinitas vezes
superior em renúncias fiscais e estádios para a copa do mundo, dinheiro morto,
construindo “elefantes brancos”. Educação é um investimento para o Futuro e não
deveria ser pechinchado, diretriz que a presidente Dilma Roussef parece ter
aprendido com FHC.
Não existe data limite para a
negociação. É boato que o ponto será cortado. É boato que necessariamente a
data limite para a negociação é dia 31 de agosto. Nossas reivindicações também
transcendem as questões financeiras.
Assim sendo, ressaltamos
que A GREVE CONTINUA até que nossas reivindicações sejam atendidas.
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